Posts com a Tag ‘Retro-review’

Retro-review NFS Most Wanted

por Frederico Lohmann Jr em 2011
09/02

Bem-vindo aos retro-reviews. Estes textos têm como objetivo sugerir games recentes, mas não muito recentes, que acreditamos que você deva jogar. E como estão no mercado há algum tempo você já deve ter um ambiente que os suporte e deve encontrá-los a preços bem mais acessíveis que os lançamentos. Divirta-se e deixe suas impressões depois de jogá-los.

O mais procurado
Imagine colocar as mãos num carro esporte. Um carro esporte de verdade, não um gol rebaixado, com insulfilm e rodinhas novas que só faz 170 Km/h reais em queda livre. Falo de um carro que chegue tranquilamente a 80 na 1ª e que você não perca completamente a capacidade de fazer curva à 180. Algo como um Toyota Supra modificado. Agora imagine fazer curvas impossíveis, usar outros carros como apoio, destruir viaturas sem sofrer danos e desobedecer à maioria das leis da física ao toque de um botão. Isso é Need for Speed.

A obra prima
Dez anos, oito edições. Da primeira tentativa de simulação de corrida ao obscuro mundo das corridas ilegais. Da Lamborghini Diablo ao Nissan Skyline. Do dia à noite. Tudo isso pra chegarmos a obra prima da série, o jogo que definiu o gênero arcade racing, Need for Speed Most Wanted.

Fiquei particularmente empolgado desde o primeiro teaser pois BMW é minha marca de carros favorita e esta nunca teve o destaque merecido na série. O teaser começa dentro de uma garagem fechada ao som de um motor sendo ligado, um logo central reconhecido pelos fãs, a garagem sendo aberta em plena luz do dia, todo a máquina personalizada, o som estrondoso do motor funcionando. Tudo isso já me fez quase morder o teclado. E pra fazer a queixo bater na mesa ao final, policiais. Sim, todos os elementos importantes estão de volta, inclusive os policiais.

Uma boa história
Jogos de corridas nunca foram famosos por suas histórias e este é mais um diferencial de Most Wanted. Aqui você chega a uma nova região e logo como boas vindas é desafiado a uma corrida mostrando que você veio ao lugar certo. Com sua máquina sua capacidade singular de direção você chama a atenção rapidamente e é apresentado à Black List, um grupo de corredores ilegais que vivem em função das corridas. Ao tentar entrar neste seleto grupo você é sabotado e preso. Depois de algum tempo você é solto e agora tem como objetivo recuperar seu carro, pra isso será necessário chegar ao topo de Black List passando por diversas corridas. Nada muito profundo apenas o suficiente pra se importar com os personagens principais e dar um tempero a cada bunda chutada.

Simples e direto
É um jogo de corridas e assim seu objetivo é bem simples: vá do início ao fim mais rápido que seus adversários. E Most Wanted faz isso da melhor maneira possível. Respostas excelentes, física arcade bem implementada, gráficos lindos e uma cidade que parece real, apesar da total ausência de pedestres. Há até uma franquia de cafeterias brasileiras.

Melhor jogo de corridas estilo arcade feito até hoje, mesmo cinco anos depois.

Retro-review Red Dead Redemption

por Frederico Lohmann Jr em 2011
02/02

Bem-vindo aos retro-reviews. Estes textos têm como objetivo sugerir games recentes, mas não muito recentes, que acreditamos que você deva jogar. E como estão no mercado há algum tempo você já deve ter um ambiente que os suporte e deve encontrá-los a preços bem mais acessíveis que os lançamentos. Divirta-se e deixe suas impressões depois de jogá-los.

Há Verdadeiro Perdão?
Todos cometemos erros em nossas vidas, erros que nos prejudicam e erros que prejudicam outras pessoas. Algumas pessoas aceitam estas falhas como parte do que são, mas procuram corrigir algumas delas, em alguns casos até revertê-las, e esta atitude é conhecida como a busca por redenção. Infelizmente pedir perdão não é fácil, ainda assim a paz de espírito que isso nos traz vale cada obstáculo do caminho.

Um Passo Atrás
Estados Unidos da América, 1911. As mudanças drásticas que aconteceram no início do século XX ditaram toda a evolução sócio-político-econômica do mesmo. Na América do Norte estava terminando o período conhecido como Velho Oeste, que abrangeu mais que o Oeste, e começava a sociedade que chamamos de civilizada (podem rir). Cidades que não passavam de algumas casas de madeira, um saloon e um puteiro prostíbulo começavam a se tornar grandes casas, hotéis, comércios, prefeituras, bares e, claro, puteiros prostíbulos.

Neste ano a Justiça convoca John Marston a pagar por alguns de seus erros. Fora-da-lei aposentado, Marston agora tem sua própria fazenda e família, mas sua vida anterior volta para assombrá-lo pois o Governo precisa de ajuda para capturar alguns de seus antigos associados e para isso sequestram realocam sua mulher e filho para um ambiente controlado e prometem a John que todos voltarão a sua pacífica vida de fazendeiros assim que ele cumprir sua parte na busca por seus amigos de outra época.

Com o paradeiro de um deles em mãos Marston parte para o Forte Mercer, no território de New Austin. Chegando lá ele comete o ingênuo erro de tentar convencer Bill Williamson a se entregar. Resultado, ele é baleado e deixado à própria sorte. Por sorte é encontrado por Bonnie MacFarlane, que salva sua vida e lhe oferece abrigo. A partir daí Marston precisa mudar sua estratégia para algo um pouco mais violento.

Imersão Profunda
Red Dead Redemption rapidamente nos transporta àquele período. Todo o ambiente é como imaginamos que aquele tempo e lugar foram, a atitude das pessoas, suas reações, a geografia, fauna, flora, tudo. Os cavalos, seu principal meio de transporte, são incrivelmente realistas, as armas muito bem pesquisadas e implementadas, os conflitos factíveis e você quase sente o cheiro da terra.

Visualmente o jogo é uma experiência emocionante. Texturas incríveis, terrenos rústicos, personagens maravilhosamente desenhados, casas, prédios, rios, estradas de ferro, carruagens, tudo isso de um realismo ímpar, e os animais dão muitos mais vida que qualquer humano seria capaz. Muitas vezes me peguei cavalgando numa velocidade abaixo do limite pelo simples prazer de admirar a paisagem, com destaque ao nascer e pôr do Sol e à incrível chuva.

Sonoramente RDR é magistral. A dublagem é perfeita, o som emitido pelos animais é reconhecível mesmo a quem nunca viu um deles ao vivo, os sons ambientes e naturais, como seus passos, são precisos e a trilha sonora é algo que levarei pelo resto de minha vida. Minhas músicas preferidas são ‘Far Away’, de José González, que toca na primeira vez que você cruza a fronteira EUA-México, e é espetacular, e ‘Compass’, de Jamie Lidell, que sinceramente me coloca naquele estado de espírito todas as vezes que eu escuto, sem exceção.

E a história, desculpem a expressão mas… PUTA QUE ME PARIU! A história é tão boa que só de lembrar eu já quero voltar e jogar RDR novamente. Certamente uma das melhores histórias que eu conheço, e agradeço que a mídia utilizada para contá-la foi um videogame assim pude também vivenciá-la.

Maior que Si
Red Dead Redemption é mesmo maior que si. Com um metascore de 95 em 100 o jogo não é perfeito, mas ninguém é. RDR nos faz questionar nossas próprias atitudes, nossos valores, e com isso passa a fazer parte de nossas própria vidas. Este jogo é uma obra-prima, superado no grupo dos sandboxes apenas por seu irmão Bully, mas não completamente pois John Marston certamente é maior que Jimmy Hopkins em todos os sentidos. Este foi sem dúvida o Jogo do Ano de 2010.

Retro-review F.E.A.R.

por Frederico Lohmann Jr em 2011
12/01

Bem-vindo aos retro-reviews. Estes textos têm como objetivo sugerir games recentes, mas não muito recentes, que acreditamos que você deva jogar. E como estão no mercado há algum tempo você já deve ter um ambiente que os suporte e deve encontrá-los a preços bem mais acessíveis que os lançamentos. Divirta-se e deixe suas impressões depois de jogá-los.

Medo não é suficiente
A curiosidade humana é algo impressionante, nos impulsionou rumo ao desconhecido durante toda nossa existência e isso nos trouxe benefícios incríveis como a capacidade de utilizarmos eletricidade e as máquinas voadoras. Mas nossa curiosidade também nos trouxe malefícios que seria melhor nunca termos encontrado, descoberto ou criado. Quando pesquisadores ultrapassam as linhas da moral e da ética o objetivo passa a ser questionado pelos mentalmente sãos, pois o preço a ser pago raramente é equivalente.

Você é especial
Você faz parte de um grupo militar do governo dos Estados Unidos conhecido como First Encounter Assault Recon que tem o propósito de combater ameaças de caráter paranormal ou sobrenatural. Logo após sua chegada e treinamento você é colocado em campo devido a seus reflexos incríveis e por isso sua função é de batedor. Em pouco tempo fica claro que “incrível” é uma boa definição para o que seu personagem é capaz de fazer, e uma série de estranhas visões vão te levar ao limite.

Limite ultrapassado
A história começa com Paxton Fettel tomando controle a central da Armacham Technology Corporation (ATC) e matando todos lá dentro, para isso Fettel utiliza um batalhão de clones supersoldados, os quais controla telepaticamente. Suas visões passam a ser focadas em uma garota com vestido vermelho chamada Alma e a ligação entre ela, Fettel, ATC e outros vai sendo esclarecida com o passar do jogo, num clima típico de terror japonês, deixando o jogador tenso a maior parte do tempo.

Além do previsto
Antes de seu lançamento F.E.A.R. já chamava atenção não só por sua atmosfera de terror como por seus gráficos impressionantes. Texturas e modelos de qualidade acima do normal deixaram muitos jogadores ansiosos, só que estes não faziam ideia do que este jogo era capaz. Com o lançamento se aproximando a Monolith resolveu mostrar porque F.E.A.R. era diferente de seus concorrentes e começou a demonstrar a maior qualidade do jogo, a inteligência artificial.

A sensação de realidade nas ações e reações dos personagens controlados pelo jogo é algo muito acima dos padrões da época e até hoje é considerada a melhor inteligência artificial já feita. Você invadindo uma sala e os inimigos pulando pelas janelas, se dividindo em grupos menores e tomando caminhos diferentes para te cercar é incrível. Soldados tomando posições de defesa e ataque como equipes bem treinadas, defendendo o objetivo, o grupo e a si mesmos. É bem provável que os inimigos de F.E.A.R. sejam muito melhores que os humanos que você irá encontrar em jogos online por aí.

E para coroar o conjunto temos várias armas e acessórios. O destaque é para aquela que é amada por todos que jogaram F.E.A.R.: a Penetrator. Esta belezinha lança projéteis de aço de 10 mm de espessura capazes de manter um inimigo junto a uma parede de maneira bem eficiente, o que é uma diversão extra do jogo. Certamente uma arma que você sentirá falta em todos os shooters que jogar dali em diante.

Muita adrenalina
F.E.A.R. é um jogo que mudou muitos conceitos. Jogabilidade eficiente, gráficos impressionantes, som muito bom, inteligência artificial maravilhosa e um clima muito bem construído com cenas assustadoras e uma história que te mantém tenso. Certamente um jogo que vale o tempo e dinheiro investidos.

Para concluir sugiro que você preste muita atenção na história do jogo e para isso atenção às cut-scenes, aos dados encontrados em computadores e a todos os recados telefônicos deixados em terminais espalhados pelo jogo, tudo isso fará um bom trabalho em te deixar… atento às sombras ao seu redor.

PS: Se depois de tudo isso você quiser relaxar um pouco e dar algumas boas risadas sugiro a série PANICS do Rooster Teeth, são algumas machinimas utilizando a engine gráfica deste jogo e o humor da equipe que nos trouxe Red vs. Blue.

Retro-review Peter Jackson’s King Kong

por Frederico Lohmann Jr em 2011
05/01

Bem-vindo aos retro-reviews. Estes textos têm como objetivo sugerir games recentes, mas não muito recentes, que acreditamos que você deva jogar. E como estão no mercado há algum tempo você já deve ter um ambiente que os suporte e deve encontrá-los a preços bem mais acessíveis que os lançamentos. Divirta-se e deixe suas impressões depois de jogá-los.

Uma fera além da realidade
Em 1933 Merian C. Cooper nos apresenta Kong, A Oitava Maravilha do Mundo. Todos conhecem Kong, ou ao menos sabem o que ele é. Infelizmente muitas pessoas não conhecem a história de Kong, de onde ele vem, que criaturas habitam o mesmo local que ele ou qual seu destino. A única coisa que você precisa mesmo saber é que Kong é mais humano que muitas pessoas e por isso sua história merece ser ouvida e, neste caso, merece ser vivida.

Seja Jack e seja Kong
Peter Jackson’s King Kong: The Official Game of the Movie é o nome oficial deste jogo, mas vamos abreviar para King Kong senão sobra pouco espaço pro review. Você estará na pele de dois personagens: Jack Driscoll, famoso roteirista nova-iorquino, e Kong, gorila superdesenvolvido. Na pele de Jack seus controles são de um FPS (first-person shooter) e, diferente de muitos FPS, munição é um recurso finito. Com algum cuidado não faltará munição, mas não desperdice, ou você pode ficar restrito a lanças e pedaços de ossos que, dependendo do inimigo, não passam de palitos-de-dentes crescidos. Como Kong a perspectiva muda completamente, você passa a uma visão de terceira pessoa, com controles simples e funcionais. A Ubisoft utilizou para Kong a mesma engine de Prince of Persia, o que é ótimo. (Mas não, você não pode voltar no tempo. Ou pode, dependendo da interpretação do período do jogo, ou da ilha, ou… bem, deixa pra lá.)

Hostilidade extrema
A Ilha da Caveira, onde passa a maior parte do jogo, é um ambiente incrivelmente hostil. Insetos gigantescos, morcegos mutantes e dinossauros serão alguns dos inimigos que você precisará enfrentar como Jack. Se sua mira for boa e economizar munição você não deve ter muitos problemas, mas não deixe de utilizar os palitos-de-dentes as lanças, pois são bem úteis em vários momentos, como ao prender uma enorme lacraia na parede e depois dar mais um único tiro para exterminá-la.

Em alguns momentos você precisará enfrentar tiranossauros na pele de Jack. Não gaste munição, estes inimigos estão além da capacidade dos humanos no jogo, mas quando você precisar enfrentá-los como Kong, aí sim você terá o auge da diversão. Esmurrar e depois quebrar a mandíbula ou coluna vertebral de um tiranossauro é uma das coisas mais satisfatórias que você fará em um jogo, eu prometo. A sensação de força bruta é muito bem descrita visual, sonora e mesmo fisicamente. Rapidamente você estará pedindo mais.

Adaptado, não transcrito
Se você viu o filme não se preocupe, o jogo não pretende ser o mesmo interativo. Os elementos mais básicos da história estão lá, o início e o fim são os mesmos, incluindo cenas do próprio filme, mas o caminho de um até o outro é diferente e em vários momentos melhor que sua origem.

Uma ótima exceção
King Kong é um jogo baseado em um filme e isso é suficiente para manter muitos jogadores longe dele, afinal vários integrantes deste grupo são, na melhor das hipóteses, sofríveis enquanto a maioria é puro lixo. King Kong é diferente, é um grande jogo, ótima jogabilidade, som envolvente, gráficos muito bons pra época e uma história bem adaptada. Ser baseado em um filme acaba sendo uma grande vantagem, há versões para PS2, Xbox, GameCube, PC e Xbox 360. Jogue, vale mesmo a pena.

Retro-review Assassin’s Creed

por Frederico Lohmann Jr em 2010
15/12

Bem-vindo aos retro-reviews. Estes textos têm como objetivo sugerir games recentes, mas não muito recentes, que acreditamos que você deva jogar. E como estão no mercado há algum tempo você já deve ter um ambiente que os suporte e deve encontrá-los a preços bem mais acessíveis que os lançamentos. Divirta-se e deixe suas impressões depois de jogá-los.

Seja seu próprio senhor
Imagine fazer parte de uma linhagem de assassinos. Não do tipo vilão de filmes de segunda, mas do tipo que luta pelo princípio de que o mal deve ser combatido a qualquer custo. E com que objetivo? O de que as pessoas devem aprender a ser socialmente independentes, que não devemos ter ninguém nos dizendo o que podemos ou não fazer. Que nós somos capazes de governar a nós mesmos. Um objetivo nobre, sem dúvida.

Adolescentes nunca estão satisfeitos
Desmond Miles faz parte de uma linhagem assim, mas aos dezesseis anos ele resolve deixar tudo isso ao fugir do centro de treinamento. O motivo pelo qual ele fez isso não fica totalmente claro, mas o desprezo com que ele demonstra ao grupo levanta algumas suspeitas. Possivelmente ele era um estudante fraco, que vivia tendo sua bunda chutada por talentos natos e sacou que aquela vida só iria levá-lo a uma lenta e patética morte, mas isso pode ser só minha inveja falando.

Para se manter incógnito Desmond vive uma vida simples, usando apenas dinheiro para tudo e acaba se tornando um garçom, uma das profissões mais anônimas do mundo. Mas ao obter sua carteira para motos ele comete o erro de fornecer sua digital e com isso é localizado por uma empresa chamada Abstergo, que o sequestra, aprisiona e resolve usá-lo para obter informações de seus antepassados. Toma essa, Desmond -Molyneux- Miles!

Um verdadeiro assassino
Usando um aparelho chamado Animus, Desmond revive acontecimentos de seu antepassado Altaïr ibn-La’Ahad, membro dos Hashshashin, durante a Terceira Cruzada. Altair é um membro muito qualificado da irmandade, mas ao cometer um erro grave é rebaixado por seu mestre. Para recuperar seu status e sua honra deve cumprir uma série de missões, nove assassinatos de figuras importantes.

A jogabilidade de Assassin’s Creed é impressionante. Apesar de estar inicialmente restrito a poucos recursos, Altair mostra porque está acima de seus semelhantes. Capaz de se movimentar discretamente você também pode escalar praticamente qualquer superfície em que há algo para se agarrar, e isso lhe dá a oportunidade de apreciar os belos cenários do jogo, com suas cidades bem construídas e cheias de vida.

E Altair não é apenas um mestre da progressão, é também um assassino extremamente habilidoso. Seja com sua lâmina escondida, suas espadas, facas ou mesmo com seus punhos e pés, este é um cara com o qual você não quer ter um problema. E se tiver, reze para que ele seja piedoso e lhe dê uma morte rápida e digna.

Mas nem tudo são flores
Infelizmente Assassin’s Creed tem problemas, e alguns problemas graves sendo o pior deles a câmera. Infelizmente a Ubisoft ainda não conseguiu desenvolver uma engine de câmera decente e isso atrapalha em vários momentos, deixando obstáculos entre sua visão e Altair, mudanças bruscas que lhe fazem perder a direção ou mesmo impossibilitando a progressão uma vez que você não consegue comandar devidamente o personagem. Só não é um desastre pois você tem controle sobre esta câmera com o analógico direito, ainda assim atrapalha muito. Há também uma quantidade muito grande de mini-missões, o que não seria tão grave se não houvesse pouca variação das mesmas, ou seja, é necessário fazer a mesma coisa vezes demais tornando o jogo muito cansativo. Este problema é um diminuído na versão para PC que possui quatro novos tipos de missões.

Uma reclamação pessoal é quanto às pedintes, aos leprosos/loucos e aos bêbados. Estes personagens dão muita vida às cidades, mas há uma quantidade excessiva deles! Houve momentos de frustração intensa por causa disso, como uma vez em que eu precisava assassinar um templário sem chamar a atenção e três pedintes me rodearam, em outro os bêbados do cais causaram minha morte pois Altair não sabe nadar, e em outro eu não consegui atravessar uma viela pois dois leprosos ficavam me empurrando na direção contrária. Incômodos desnecessários.

Entre mortos e feridos
Não, nem todos se salvaram, mas o jogo sim, Assassin’s Creed vale a pena ser jogado. Apesar dos problemas o conjunto de jogabilidade, gráficos, som e inteligência artificial fazem deste um grande jogo. A experiência de usar diversos tipos de lâminas para matar muitos e muitos guardas é terapêutica e certamente vai te deixar bem relaxado após aquele dia complicado. Jogue, divirta-se e não tente fazer nada do jogo na vida real, você provavelmente vai acabar bem machucado e preso.

PS: Duas curiosidades sobre a dublagem, o dublador de Desmond é Nolan North, que também dubla Nathan Drake, e a dubladora de Lucy Stillman é Kristen Bell, a loira gatíssima Veronica Mars.