Arquivo da Categoria ‘Web’

Como escolher um bom leitor de feeds

por Alessandro em 2012
07/06

Olá geeks, faz um tempinho que não apareço por aqui, mas estou de volta. Hoje vou falar sobre como faço para escolher um bom leitor de feeds. Sei que parece ser uma decisão simples, mas como hoje em dia tudo partiu para o lado social, a ideia de um aplicativo apenas para consumir notícias, ou seja, só entrada de informações, não parece mais ter sentido.

Antigamente só era preciso se preocupar se o aplicativo no qual utilizávamos para ler notícias sincronizava ou não com o Google Reader. E este antigamente não é coisa de muito tempo atrás, em se tratando de Internet isso pode significar meses, ou até mesmo semanas.

Alguns exemplos do que considero importante para um bom leitor de feeds hoje:

  • - Sincronizar com o Google Reader (óbvio e já citado acima).
  • - Ser mobile – Sim, agregadores no computador são bons, mas quem é que leva o computador para os momentos de leitura? (Alguém ai pensou em banheiro?)
  • - Social – Não basta você ler uma notícia e guardá-la para si, é preciso que o aplicativo tenha como enviá-la para seus amigos do Twitter, Facebook, e-mail, Tumblr, Pinterest, Delicius, Posterous…
  • - Produtivo – Para quem costuma ficar procurando material para enriquecer artigos e posts é importante também que este aplicativo envie notícias para serviços como Instapaper, Pocket (antigo ReadItLater), Evernote, Readability e outros do tipo.
  • - Leve – Não estou me referindo ao tamanho em bits que o aplicativo ocupa, mas se ele possui recurso de limpeza de conteúdo já lido. Dependendo da quantidade de feeds que você assina isso pode ser um problema sério já que o volume de conteúdos pode lotar seu dispositivo.
  • - Compatível com tecnologias web – Como temos notícias publicadas de tudo que é forma na Internet as vezes podemos nos deparar com objetos que irão atrapalhar a leitura. Nada mais chato do que abrir um artigo e dar de cara com aquele quadrado preto (Flash ou Silverlight).
  • - Inteligente e econômico – Em se tratando de dispositivos móveis, pode ser um problema baixar notícias de 100, 200 feeds diferentes (sim tem gente que assina tudo isso) utilizando redes 3G. É bom que o agregador baixe apenas o necessário para você decidir se vale ou não à pena ler aquela notícia, e mais, que baixe apenas o texto e suas imagens (se for necessário).

Estes são apenas alguns dos recursos que considero importantes em um aplicativo para leitura de notícias via feeds. Claro que a lista pode ser completamente diferente dependendo de cada um. Mas é bom que se tenha pelo menos algumas das necessidades bem definidas na hora de escolher algum programa para isso. As ofertas de aplicativos são tão grandes que corremos o risco de acabar gastando uma grana considerável na compra destes até encontrar o ideal. Existem muitos gratuitos, mas nem sempre estes atendem às nossas necessidades.

E vocês geeks? O consideram importante na hora de escolher um aplicativo assim? Deixem suas opiniões nos comentários abaixo.

Episódio 66 – Ditadura Digital (parte 2)

por Tato e Prof. Maury em 2012
02/03

WeRGeeks PodCast

ATENÇÃO
Antes de ouvir a parte 2, clique aqui e ouça a primeira parte do podcast!

Olá, olá, olá Geeks!

No podcast de hoje Tato e Prof. Maury reúnem Hiro, Marcelo Salgado (Cumê Camão) e Joh (Descontrole Podcast) para filosofar e soltar todas suas opiniões sobre a Ditadura Digital. O que é que está pegando de verdade com a SOPA, PIPA e a Lei Azeredo (AI-5 digital)? A internet está fora de controle? Está rolando uma Ditadura Digital? Vão cortar meu Facebook? Nesse episódio: Onde começou tudo, qual o medo de quem centraliza o poder, citações de Camões, conheça a conspiração da batata e descubra qual seu papel nessa revolução!

LINKS CITADOS NO PODCAST
Loja Cavalaria Geek
Desencontro 2012 (de 29/03 a 31/03)
Lei Hadopi
Livro Cidadania e Redes Sociais
Café Brasil
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Episódio 66 – Ditadura Digital (parte 1)

por Tato e Prof. Maury em 2012
01/03

WeRGeeks PodCast

Olá, olá, olá Geeks!

No podcast de hoje Tato e Prof. Maury reúnem Hiro, Marcelo Salgado (Cumê Camão) e Joh (Descontrole Podcast) para filosofar e soltar todas suas opiniões sobre a Ditadura Digital. O que é que está pegando de verdade com a SOPA, PIPA e a Lei Azeredo (AI-5 digital)? A internet está fora de controle? Está rolando uma Ditadura Digital? Vão cortar meu Facebook? Nesse episódio: Onde começou tudo, qual o medo de quem centraliza o poder, citações de Camões, conheça a conspiração da batata e descubra qual seu papel nessa revolução!

AMANHÃ SAI A PARTE 2! FIQUEM LIGADOS!!! ;D

LINKS CITADOS NO PODCAST
Loja Cavalaria Geek
Desencontro 2012 (de 29/03 a 31/03)
Nerdcast 295 – SOPA, PIPA, ACTA… PQP!
GuanaCast 99 – Tudo sobre SOPA, PIPA e ACTA
WeRgeeks Episódio 42 – Wikileaks
Diagrama Paul Baran

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Redublagens – Bátima na Feira da Fruta

por Ramon em 2012
02/02

Alô criançada o Bozo Ramon chegou!!

Navegando por esse interwebzão de Deus, esbarrei diversas vezes com filmes que tiveram seu áudio alterado, tornando algo sem graça em um hit instantâneo ou um clássico eterno. Sim, fofuxos… o maravilhoso mundo das redublagens!  Começarei falando do clássico “Bátima na Feira da Fruta”, que meu amigo Sr. RaspaX de Gelo, vulgo Diogo, recomendou recentemente.

Na época onde não havia o Google, Youtube ou Xvideos; ser geek era para poucos. A molecada de hoje pega qualquer vídeo no VocêTubo, abre num Media Player da vida, grava o áudio por cima, manda de volta pro site e chama isso de redublagem. Eu chamo isso de porcaria…

A facilidade de gerar conteúdo é inversamente proporcional à qualidade do mesmo. Nos anos 80, para alguma coisa ficar famosa sem ter sido feita por um canal de televisão, só sendo muito boa. E o que dizer de um episódio do seriado do Batman (aquele barrigudo com roupa de lycra), onde ele informa ao comissário Gordon que a mulher dele e a mãe, são putas pagas? Óbvio que seria um sucesso!

Para que essa obra-prima viesse ao mundo foi necessário um videocassete JVC 6700, que em 1981 era o suprassumo da tecnologia, com o recurso audiodub que permitia inserir áudio na gravação sem alterar a imagem e dois amigos desocupados. Eram Fernando Pettinati (Bátima) e Antônio Carlos Camano (Robin), que tinham seus 18 anos e muito tempo livre para criar diálogos memoráveis que todos nós gostaríamos de ver na série original. Afinal quem nunca se perguntou onde o Batman escondia um BatEscudo daquele tamanho?

Depois de pronto, o vídeo rodou a casa de todos os amiguinhos e foi se espalhando como a fita da Samara em O Chamado. Até que alguém teve a brilhante ideia de compartilhar isso com a humanidade, e em 2003 enfim o colocou na internet. Nascia um mito. Muitos sites já contaram a origem deste hit, inclusive entrevistando os autores, mas eu vou me ater ao conteúdo que merecia um Oscar de melhor roteiro original.

Me desculpe Da Vinci, mas pintar uma gordinha com cara de “peidei mas não fui eu” está muito abaixo na escala de genialidade do que começar um seriado de super-heroi com o hit: “Entrei na feira da fruta, pra ver o que feira da fruta tem…”. Pesquisas comprovam que 99% dos espectadores começam a ver o Bátima com um sorrisinho no canto da boca (1% é margem de erro). E o que dizer para dois policiais que encontram os mocinhos amarrados e se perguntam: “a dupla dinâmica?!”. “Não, seu pai e sua mãe vestidos para o baile dos enxutos!” SUPERB!!! Toma essa Machado de Assis! O comissário Gordon no auge da sua sabedoria, ao ser informado que a mulher deu pro açougueiro e a mãe também faz programa, reflete: “PQP…então eu sou um viado!” Eis que o plano perfeito para pegar o Coringa é disfarçar o Robin de viadinho, e mandar para casa do vilão. CLAP CLAP CLAP! (aplausos efusivos). E o menino prodígio resolve dar uma pitada de rebeldia à sua caracterização de baitola, quando encontra uma ninfeta da turma do malfeitor com outro capanga: “Olá putinha, vamo transar hoje?” , “Quem é o maconheiro aí?”, “essa merda não é maconha, eu quero maconha!” e para fechar com chave de ouro: “tchau sua putinha relaxada, te como ainda hein!”. James Dean, cadê seu Deus agora?

E a putinha relaxada é parte do plano infalível do palhaço para acabar com o morcegão. “Sabe o que é isso aqui minha filha? Isso aqui é pra cair pinto! É um líquido que  você passa na cabeça do pau do Bátima!!

Sabendo que vai começar a pancadaria no recinto, Bátima com toda a sutileza retira os civis do restaurante: “Bom o negócio é o seguinte… o pau vai comer solto aqui agora e… moçada todo mundo pra trás!” Tendo um cano de arma de fogo apontado para suas fuças, Bátima saca o escudo que atiça a curiosidade do menino: “De onde você tirou esse BatEscudo?”. “Você tá muito engraçadinho hein Robin! Lógico que foi do cu! Podia ser mais da onde?”. A sinceridade é uma virtude do verdadeiro herói! Depois que o grupo de atletas desiste de treinar para fazer suruba, encontram um documento que prova que o Bátima é viado. O “palhaço, o jóquer, o coringa” chega e tenta amedrontar os rapazes: “Cês que sabem… se vocês querem me pegar de pau, pega pooorrrrrra. Mas depois aguenta as consequências!”. E como sempre, surge do alto o paladino da justiça, com a sentença final: “Não se preocupem rapazes, eu mesmo coloquei esse documento aí. Esse documento não prova nada. Prova só que o Coringa é um filho da puta!”. Após apresentar uma verdade irrefutável, nada como terminar um filme com pancadaria. Mesmo que no meio dela você tenha um escape gasoso acidental. Estava pronta a fórmula de um blockbuster.

Internet for Dummies

por Leo Luz em 2011
05/12

Sei bem que o Tato não abriu este espaço para simpels conversas fiadas e mimimi, mas como ele se chama “Pensamentos profundos”, me acho no direito também de me sentir um pouco mais ativista pró-site e menos blogger. Mas vamos parar de chat do UOL e partir para um privado melhor.

Hoje em dia, eu sinto um certo asco por abrir a internet e ver uma disputa ferrenha entre diversos blogs/sites por um espaço a mais no mundão online. É tamanho o movimento que eu não posso abrir uma aba no navegador que já me vem a mente: ‘Putz, que Ctrl+C verei por aqui?’ E isso está me incomodando.

O que custa para uma pessoa ‘away’ na internet se preocupar em produzir um conteúdo bacana, com informação detalhada, até mesmo colocar sua opinião de forma sutil, sem esquecer que está fazendo aquilo para um público específico? Ou será que eu estou pedindo demais? Para os internautas usarem um pouco mais a cabeça e criarem peças/produtos/posts com mais capacidade mental do que simples post a la Tumblr (gostei, vou compartilhar no meu). Simplesmente para terem mais acessos?

Cada vez mais a internet está se consumindo por ela mesma, assim como aconteceu anteriormente na época dos discadores. Para quem tem mais de 22 anos, vai se lembrar dos sites forrados de gifs e artes ‘sem noção’ que o público ficava maravilhado. O WeRgeeks até comentou disso no Podcast Episódio 40 – Internet nos anos 90. O que chovia de ‘men at work’ para sites em construção.

E está acontecendo agora com as ultras bandas largas. O invento da mensagem instantânea hoje é absurdo, até mesmo porque o MSN ficou obsoleto. Se eu quero comentar alguma coisa, posto no twitter. Se eu vejo um arquivo legal em .JPG, compartilho no Facebook e PLIM, todos meus amigos estão sabendo. Agora tente postar uma resenha de filme com conteúdo comentado, mais elaborado! São pouco os comentários, se é que ela será comentada.

A internet de hoje está deixando de aproximar as pessoas (como era antigamente) para deixar a velocidade ganhar com pequenos micro-contos. São poucos os sites que sobrevivem ao ócio criativo para trazer conteúdo de qualidade para muita gente. Veja a barra lateral de sites-amigos aqui no WeRgeeks e conte quantos são só sites ‘agregadores’. Contou? É por isso que sobrevivemos navegando nas ondas internéticas, temos que nos unir e pensar em nós como uma marca de força, e não um produto qualquer na prateleira do mercado.

Não procure pelo rótulo bonitinho. Procure a data de validade!