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Organização de atividades de um jeito Geek (parte 2)

por Alessandro em 2012
26/04

Faz um tempo que publiquei aqui na coluna NPossibilidades como fazia para organizar minhas atividades diárias utilizando alguns aplicativos e equipamentos (confiram em Organização de atividades de um jeito Geek). Acontece que, como todo curioso que se preza, sempre estou procurando maneiras de facilitar minha vida (fazer o que? faz parte da natureza geek). Como recentemente incorporei mais um “brinquedinho eletrônico” em meio aos outros gadgets (um Lumia 800) resolvi tentar colocá-lo no meio da organização.

Não sei se sabem (sabem sim, vocês são geeks também), mas a plataforma Windows Phone ainda não tem tantos aplicativos assim como o iOS e Android, apesar de estar crescendo bastante em números. Então não estava encontrando um aplicativo que pudesse entrar na organização das minhas atividades, pelo menos não de forma integrada aos outros aparelhos. Foi então que resolvi testar novamente um velho conhecido chamado Wunderlist.

Wunderlist em vários aparelhos e sistemas

Wunderlist em vários aparelhos e sistemas

Este é um aplicativo para organização de tarefas que se assemelha bastante aos citados na primeira parte deste post (2Do, Awesome Note HD e Lembretes do iOS). Não tem tantas opções quanto aqueles, mas consegue ser mais produtivo por um simples detalhe: Sincroniza todas as atividades entre sistemas diferentes. É que ele tem versões para quase tudo (iOS, Android, Windows Phone, BlackBerry, Windows, Mac OS e Linux).

Lendo nos comentários deixados na primeira parte deste post vi que algumas pessoas gostaram da idéia, mas não queriam ter de fazer isso separando as atividades em vários aplicativos. Então utilizando algo como este aplicativo a coisa pode ficar mais fácil. Falei que há também um acesso online para suas atividades? Pois é, tem uma opção de acessar diretamente a nuvem através do seu browser.

Um outro recurso que achei interessante em organizar as atividades através deste aplicativo é que ele permite compartilhamento com amigos. Basta selecionar o que deseja compartilhar e digitar o e-mail de quem irá receber sua lista de tarefas. Automaticamente ela irá aparecer na tela do aplicativo desta pessoa. Dá até para enviar apenas um link com suas atividades para que outras pessoas apenas vejam o que ainda é preciso fazer. Isso é legal para reuniões de trabalho. São os geeks trabalhando juntos.

Fica aqui mais esta dica de organização. Até a próxima!

Faça uma pausa no trabalho

por Alessandro em 2012
05/04

Se tem uma coisa que nós geeks invariavelmente acabamos fazendo é entrar de cabeça no trabalho e ficar assim por horas seguidas, principalmente se este é feito através de um computador ou tablet. Não é por mal, faz parte da nossa natureza, é quase que como respirar. Mas sabiam que isso deve ser evitado o máximo possível. Trabalhar de mais trás uma série de problemas como stress, dores nas costas ao final do dia… além daquela falta de interatividade com o mundo real ao nosso redor.

Faça uma pausa no trabalho

Não se convenceu ainda seu geek tarado por trabalho? Então vejam abaixo alguns motivos para fazer pausas no trabalho:

  • - Descansar a mente
  • - Descansar a vista
  • - Diminuir o cansaço extremo
  • - Ter um momento de alívio no stress
  • - Inspiração

Dizem que para melhorar tudo isso é bom fazer uma breve pausa a cada 30 minutos, algo entre 3 a 5 minutos já é o suficiente. Mas como lembrar destes descansos quando estivermos com a cabeça totalmente focada no trabalho? Ai é que entra a dica geek de hoje:

Se você trabalha com a plataforma Mac, o programa BeHealthy se encarrega de lhe forçar a fazer uma pausa à cada 30 minutos e parar por 5. Este tempo pode ser alterado conforme a preferência de que o utiliza. Ele está disponível na Mac App Store de graça.

Para quem utiliza Windows ou Linux, indico o aplicativo Workrave que tem um funcionamento semelhante ao BeHealthy e também é de graça. A vantagem deste aqui é que ele conta também com dicas de exercício para relaxamento durante estas pausas. Conta também com configurações de servidor para utilização em ambientes corporativos. Para baixar basta acessar o site oficial.

Agora acabaram as desculpas para não fazer pausas durante o trabalho. Instale algum aplicativo destes e trabalhe de forma mais produtiva.

Como transferir arquivos e mensagens entre iPad/iPhone e MacBooks

por Alessandro em 2012
22/03

Fala Geeks, tudo bem? Hoje no post da coluna NPossibilidades vou passar uma dica de como transferir arquivos entre aparelhos com iOS (iPads, iPhones…) e Mac OS de forma bem simples e prática. Sei que é fácil de fazer através do iTunes, mas para isso requer um tempinho que às vezes não temos, por exemplo, quando você é chamado com urgência para uma reunião e os documentos estão gravados no computador. Tirando o iTunes, qual é a solução mais comum neste meio (iOS/Mac OS)? Email, Evernote, DropBox e várias tantas soluções na nuvem. Mas e se o acesso à Internet estiver fora? Xii…

Tem um aplicativo que chega a lembrar bastante o AirDrop (recurso presente no MacOS Lion para troca de arquivos via Wi-Fi entre computadores) chamado Deliver que resolve muito bem este tipo de situação. Basta instalar em seus aparelhos (há versões para os dois sistemas) e ter um roteador por perto para fazer o meio de campo. Tudo é transferido de um aparelho para o outro via Wi-Fi em todos os sentidos, ou seja, pode ser de um iPhone para um iPad, de um MacBook para outro….

Também há um histórico de tudo que foi enviado e/ou recebido. Legal também é o fato de que o aplicativo tem visualizador próprio para a maioria dos arquivos e também opções para que estes sejam utilizados da forma que quiser. Por exemplo é possível pegar no iPad uma foto enviada do computador e salvar na galeria, inserir em um e-mail ou reenviar para outro aparelho.

Histórico de troca de arquivos

Histórico de troca de arquivos

Mas ele não fica só nisso, não é apenas para transferências de arquivos, ele também pode ser utilizado para troca de mensagens de texto. Costumo utilizar este recurso durante reuniões quando preciso fazer alguma pergunta a alguém sem interromper a conversa. Também é útil em ambientes de trabalho para troca rápida e segura de arquivos já que não precisa passar pela nuvem.

Envio de mensagens

Envio de mensagensEnvio de mensagens

Por falar em segurança, este é outro ponto que o Deliver merece destaque. É possível definir senhas para que apenas os aparelhos confiáveis troquem arquivos e mensagens. Para que possam trocar arquivos entre todos os seus parelhos, estes devem inserir a mesma senha. Isso é algo bem interessante para ser utilizado no trabalho.

Segurança com senha para troca de arquivos

Segurança com senha para troca de arquivos

Este é um aplicativo que já está inserido na minha rotina profissional e também na pessoal. Em casa uso muito para troca de mensagens com minha esposa ou com vizinhos que estão ao alcance do meu roteador. Mas o melhor vem agora: Tanto a versão para iOS quanto a versão para Mac OS são gratuitas. Basta baixar e começar a usar.

Para baixar para iOS basta ir até a iTunes App Store, e para Mac OS basta acessar a Mac App Store.

Episódio 64 – Sistemas Operacionais

por Tato e Prof. Maury em 2012
03/02

WeRGeeks PodCast

Olá, olá, olá Geeks!

No podcast de hoje, Tato e Prof. Maury recebem parte da prata da casa, Darthjee e Ramon para falar sobre uma das maiores brigas do mundo da informática: Sistemas Operacionais. Nesse papo contamos um pouco da história de cada sistema e apontamos as principais características, aos nosso olhos é lógico, dos três grandes da informática.

Nesse episódio: Descubra quem roubou de quem, qual a importância da Xerox para industria da pornografia, como se vê putaria em linha de comando e o que os usuários de Windows tem mais que os outros.

LINKS CITADOS NO PODCAST
Loja Cavalaria Geek
Cubo Geek
WeRgeeks Podcast Ep 13 – Pinguins

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OUÇA AGORA

Afinal, nenhum processador vai passar dos 4.0?

por Diogo em 2011
30/11

Processadores, são basicamente calculadoras, tudo que acontece no seu computador é resultado de infinitos cálculos que resultam em posição de pixels para formarem imagens surpreendentes, respostas rápidas para as suas ações e graus complexos de jogos, por exemplo.

Vamos falar um pouco de Sistemas Operacionais para justificar a evolução disso tudo. No principio (dessa explicação) havia o DOS, uma plataforma simples e poderosa! Tão poderosa que decidiram que ela seria a base para o Windows. Daí surgiram as maravilhas gráficas, mas vamos pensar no contexto histórico e na evolução natural, afinal, o mundo aprende com seus erros, vindo do DOS, a idéia inicial para gráficos e interação com o usuário foi executada em cima dele, literalmente em cima, e em cima desse modo gráfico executar aplicativos, imagine uma pirâmide milagrosa, onde em cima dela sobe o gráfico “explorer.exe” e em cima dele, o media player, e na mesma altura o word… ops… pouco espaço para muita coisa… o processador já tem o peso padrão e tarefas tentando dividir o mesmo espaço e agora?

Memória Ram, a solução para resolver o que está tomando o espaço para dar a impressão humana de multitarefa (guarde isso, vou explodir sua cabeça até o fim desse texto), impressão porque o processador executa uma ação por vez e quando parece rodar duas, ou seja até o Windows ME as coisas eram mais ou menos assim:

  • - Estou ouvindo música no Windows Media Player.
  • - Preciso editar um texto no Word.
  • - Chamo o Word.
  • - O Windows não responde.
  • - Nesse instante o processador está copiando tudo que pode da sua lista de músicas para a memória RAM para que ele consiga executar com o mínimo de processamento e possa te dar o Word.
  • - O Word ainda não abriu…
  • - Nesse instante provavelmente você começou a apertar o botão windows irritado por não abrir e começou a bombardear o processamento de Alt+Tab… legal da sua parte ein!
  • - Finalmente o processador abriu o Word depois de congelar as suas músicas por superlotação na memória RAM porque estava cheio de ações, e finalmente ele fez a mais pesada.
  • - Agora no Word, a música volta a tocar, mas ops… não quero mais ouvir essa música, vou passar ela…
  • - ALT+TAB no Windows Media Player que tem aquele gráfico mágico que se movia de acordo com a música.
  • - O processador começa a calcular o gráfico, carregar na memória RAM o que você tem no Word e voltar o foco para música.

E assim era a vida, de vez em quando, em algum momento o cálculo e a programação de tanta coisa dava um leve erro, (era esperado um bit 0 e veio um 1) pronto! o aplicativo que toma conta da sua tela congela e aparece o famoso “Não responde”, daí o processador tenta reiniciar o aplicativo tentando resgatar o último estado dele, e a irritação faz irmos as músicas ou ficar tentando executar o Ctrl+Alt+Del pra matar o processo que está te matando.

Daí nada responde, agora o mouse que também toma processamento parou de responder, o processador encheu a memória, está executando milhares de cálculos no seu limite, a luz do gabinete nem pisca mais, fica acesa direto e nossos instintos humanos começam a tomar conta da razão e TELA AZUL.

Lembra lá em cima sobre a pirâmide? Então, quando uma arquitetura que roda algo sobre algo tende a virar castelo de cartas, se uma das camadas desestabiliza, as que estão acima caem juntas. Mas… e se ao invés de camadas amarradas, as coisas fossem feitas como componentes? E se esses componentes ficassem integrados encaixando lado a lado? Como um time? Algumas pessoas começaram a pensar nisso, daí projetos paralelos ao Windows começam a tomar forma, tamanho e desvio de erros já cometidos pela poderosa MS. Então começam a aparecer Sistemas Operacionais que tem a fama de “Não trava”, “É mais leve”, etc. Bom, exploda a sua cabeça… Não é bem assim…

Falando de Linux por exemplo, as coisas acontecem em paralelo, o Kernel chama seus componentes um a um, encaixando eles até chamar o componente “Interface Gráfica” que agora é vista como um acionador amigável de componentes. Agora temos um diferencial, mesmo que a interface gráfica trave, tudo continua funcionando, as coisas são ativadas quando necessárias, o processador trabalha mais aliviado, organizado e não tendo que rodar tarefa sobre tarefa tendo que sustentar cada vez um peso maior.

Agora o mercado toma moldes, o Windows começa a balançar demais com crashes e algo surpreendente acontece, o Linux começa a virar um lego gigante com tantos componentes que começa a fugir de controle ficando pesado, coisas desnecessárias, complicando a chegada de novos adeptos (estou falando do finado Kurumin), fazendo boa parte voltar para o Windows. Notando isso, eis que vem a reformulação, Windows XP, agora componentizado, mais estável, recuperação de erros antes complicados… e organização claro, leva a qualidade e tempo de resposta maior. Jogos que antes precisavam derrubar o Windows para rodar no DOS com um gráfico mais legal agora podem rodar ao lado, dando a impressão que tudo está mais leve.

Então os processadores chegam aos 4.0Ghz! Fervem como ferros de marcar gado e estabelecem uma barreira tecnológica, como resolver isso? Como a evolução continua? A solução veio junto com a mesma dos Sistemas Operacionais, trabalhando com dedicação aos componentes, processando com mais de um processador, assim a velocidade continua evoluindo, afinal o que um fazendeiro colhia, agora dois ou mais colhem!

Mas não se iludam, 9 mulheres não conseguem ter um filho em um mês, quero dizer, se algo foi desenvolvido como um “bloco”, ele continuará pesado para abrir pois precisa da mesma dedicação de processamento. Isso vemos mais claramente nos dispositivos mobile, os primeiros aparelhos com Android, eram fantásticos, revolucionários, mas tinham uma lentidão inexplicável e droga, porque?

Além de não ter tanta memória como um pc, também, não tinham uma placa para auxiliar nas imagens e ninguém a não ser o mesmo processador monitora todas as suas antenas, atividades enquanto rodamos um jogo fantástico em 3D. Algumas coisas começam a ser justificadas aqui, o tal do “Push” do iPhone que deixa o processador agendado para usar os componentes, assim como no Android que já na sua versão 1.5 teve que adotar a mesma técnica. A monotarefa dos primeiros iPhones também são justificadas aqui afinal, se ele fizer só uma coisa e bem feita, será mais interessante, conceito que foi quebrado com o truque de “Congelar” os aplicativos para dar a impressão de multitarefa.

Agora, com as novas gerações de gadgets com telas absurdas e no mínimo 6 antenas, o processamento também foi dividido em mais de um núcleo, aliviando e executando tarefas em paralelo, mas temos um problema tanto para gadgets maiores como para nossos brinquedos de bolso, grandes poderes requerem grandes responsabilidades… A bateria precisa gerar muito mais energia para suprir o tanto de coisas que acontecem ao mesmo tempo! Indo embora muito mais rápido do que estávamos acostumados…

O jeito é, ou o Sistema Operacional faz algo para controlar melhor, o que complica, pois cada fabricante tem sua forma de construção, ou os processadores entendem que nesse momento não é necessário toda a força, aumentando e diminuindo a potência como um carro para economizar combustível (Pentium i7)!

Os dispositivos de mão tendem a isso também, logo, os processadores adotarão algo parecido, para que a bateria dure bem mais, um bom exemplo da bateria do iPad 2 que mesmo com dois núcleos trabalhando, a autonomia permanece a mesma. Algo importante a considerar, dois núcleos ou mais não aumentam em 100% a velocidade, ou seja, o processador dual core de 3.0Ghz, não produz 6.0ghz! Assim como um carro 4×4 não corre mais, ou uma carroça com dois cavalos não está turbinada, apenas mais leves e aumentando um pouco mais a autonomia e segurança.

A idéia desse texto não é explicar a história de nenhum desses caras aí em cima, pulei muita coisa que gera toneladas de informações, a idéia é passar uma explicação amigável do caminho da evolução e entender porque as coisas não continuam aparentemente aumentando em números de velocidade, principalmente pra quem assim como eu vem do Pentium 186 com botão turbo e vimos a coisa ir aos 3.0!