
Eu tive um monte de smartphones, celulares e gadgets nessa minha vida de merda, desde Pocket PC com Windows CE, passando por Palm Zire, Tungsten, Pocket Pc com Windows Mobile 6.0 e 6.5, HTC Diamond, Séries W da Sony Ericsson, séries V da Motorola, Androids versões 1.5, 1.6, 2.0 iPhones e etc… Mas isso não é um post para dizer que gasto mais em celulares do que devia, a idéia é mostrar o lado inverso da moeda, pois sempre paramos na discussão, Android ou iPhone?
Daí uma onda agressiva de apaixonados pelo sistema do Google aparecem com matérias, textos, dados apontando o Android como superior e etc, mas e o lado inverso? E se com argumentos simples pudéssemos mostrar alguns bons motivos para não ter um Android? Bom aqui vai um post que vai dar o que falar, mas antes uma ressalva, o fato de que eu esteja errado, não te faz necessariamente correto, acalme-se.
Atualizações e gatos:
Eu tinha um aparelho com Android, comprei-o relembrando um projeto maluco de faculdade que envolvia colocar o Kernel do Linux num Palm Tungsten e isso ainda virará um post legal… (enfim) a primeira atualização foi tão esperada, afinal o Google prometeu tanta coisa bacana na versão 3.0 e eu ainda com aquela 2.X cheia de mods, themes, uns quilos de apps e uns gaps de touch, mas descobri que não era simplesmente sair uma atualização, eu tinha que esperar! Como um comprador que ficou sabendo que a fruta foi colhida no pé, ainda tem todo processo de ir para o Ceasa, ser adquirida pelo quitandeiro para depois eu poder adquirir, isto é, se esta ficar boa depois de tantos crivos.
Ou seja, após o lançamento cada empresa customiza o Sistema Operacional para cada aparelho e distribui, cada operadora re-customiza, propaga e daí vira um nó que envolve aguardar por volta de 6 meses para uma mera atualização… E quando vem né! Pois aparelhos de baixo custo, descontinuados não tem curva de redução de suporte, simplesmente são ignorados e ficam os focos nos aparelhos de ponta da empresa, ou seja, a grande maioria chupa o dedo! Se um usuário compra um aparelho de ponta, como um Sony Xperia, corre o risco de em 1 ano o aparelho perder o seu suporte e o usuário ser obrigado a comprar outro aparelho mais atual. O iPhone tem tranquilamente 3 anos de atualização sem maiores problemas ou dores de cabeça, plugou, atualizou e fim.
Android não é um produto, eu sou:
O Google não parece se importar muito com o usuário, ou com a experiência dele e isso tem uma simples explicação, o Android é OpenSource, é livre para qualquer interessado alterar qualquer coisa, o que centraliza a maior parte das renda em propagandas enfiadas no meio dos aplicativos, muitas vezes impossibilitando a utilização do app de maneira decente.
Outro ponto a destacar é que interessa muito, assim como nas buscas, mapear meu perfil e determinar que tipo de propaganda me apresentar e etc. Quando o iPhone foi anunciado em 2007, todas as empresas e o Google tiveram faniquito para apresentar um aparelho com um design similar para surfar na onda do novo conceito, o mesmo aconteceu com o desacreditado e ridicularizado iPad, que logo começou a ter concorrentes beirando o ridículo, com material de plástico mal acabado, telas mal construídas e um sistema operacional adaptado as pressas para um novo conceito. Aqui deixo ressalvas de empresas que repensaram e investiram em novas idéias como a Amazon e seu Kindle Fire e a Asus, que chamou de era Pós-Pc seus revolucionários aparelhos da série Transformers e o Padphone, eles realmente pensaram em algo diferente.
iTunes e a AppStore:
A Apple tem um ecossistema de primeira, compro pelo meu Mac e ele atualiza o iPhone e o iPad sem que eu, usuário, sequer encoste no aparelho. Posso comprar filmes, livros, músicas, apps, séries e tudo estará disponível em todos os aparelhos e posso, se quiser, sincronizar tudo com ou sem cabo no meu computador, isso no ponto de vista do consumidor, é fantástico! Já com o Android me senti usando um MP3 daqueles de pilha palito e 7 cores no visor de LCD! Tenho que ligar um cabo, abrir pastas, arrastar arquivos, selecionar onde ficam músicas, filmes, verificar o que posso apagar e… Acredito que um iTunes centralizaria bem esse simulador de windows 98! Em contrapartida, tudo que faço no iPhone é montar listas se eu quiser, senão, seleciono uma música e o Genius monta o resto.
Ok, antes que pensem no Google Play, que teoricamente vem para simplificar esse processo, mas não confiável com essa internê brazuca, não me passa a boa segurança de ter tudo armazenado localmente, na verdade, se compararmos o Google Play que leva dias para subir minhas músicas e o iTunes Match que em poucos minutos faz o mesmo, é outro ponto para a maçã.
Quanto as lojas, temos a falta de critérios e qualidade para os aplicativos da Google, eles são em boa parte free, mas com uma cara péssima, nada amigáveis e muitas vezes não sabe-se nem que seção é, daí compra gato por lebre! Tudo é desorganizado, os resultados não informam de maneira clara o que é aquilo, livro, app, etc. Eu ainda prefiro saber que aplicativos ficam na AppStore, livros numa seção totalmente separada e o iTunes para músicas, filmes e podcasts.
A falta de uniformidade de experiência:
Já tive muitas horas de vôo com o Android, entendo que seja natural uma curva de aprendizado para se adaptar após um tempo sem contato, mas para a minha surpresa o que eu sabia se resumiu a gestos de exclusão e encontrar menus! Ou seja, para cada aparelho, há um padrão, uma disposição e limitações que abalam totalmente a experiência do usuário, se uso um Android, não significa que sei usar Android, apenas o meu Android, se quero comprar um, fico a mercê de um golpe de sorte para que ele tenha boas funcionalidades no aparelho, pois é impossível checar tudo dentro de uma loja!
Questiono: Como um usuário escolherá entre uma centena de aparelhos o que melhor se adequa funcionalmente? São semanas de escolha, análise, estudos, pesquisas, conversas com amigos e pôxa, é um celular, não um carro! Um iPhone simplesmente é um iPhone, você compra, sabe o que tem dentro e que ele faz exatamente o que motivou você a comprar. A única empresa que tem conceitos parecidos é a Samsung, com o Galaxy, tentam manter uma regularidade e continuidade no tempo de vida dos aparelhos, pena que o mercado é um tigre faminto e que é trabalhoso para eles.
Especificações:
Ao comprar um aparelho, algumas perguntas são importantes, como resolução da câmera, conexões, mas me incomodo quando o que o aparelho faz é substituído por dados técnicos e vazios como “Ele tem 16 megapixels atrás, 4 na frente, um Quad-Core de 1 Bagilhão de MHZ e memória RAM adequada para o aparelho… Não tem a venda de um produto, estão me vendendo um Hardware que possivelmente não será compatível com o meu joguinho da versão anterior.
Quando a Apple vende um aparelho, não é apenas um aparelho, é a magia que assola, é conceito, design, praticidade, facilidade, um meio de estender a si mesmo em um gadget, na qualidade de uma foto tirada, na beleza da organização do SMS, na qualidade da imagem e como você é independente de um Personal Nerd para fazer Hacks, Mods, esqueminhas e bulinadas nos registros do sistema para dar uma “Melhorada” no aparelho, não há necessidade.
Ao comprar um Android, há o risco de perder o aparelho em alguns meses com uma versão atualizada, algumas empresas são feras nisso, você compra e no outro mês sai a versão blablabla DOIS! Um Apple tem 12 meses de vida, quando sai um novo, posso vender e me atualizar e num passe de mágica ele está atualizado e com todas as minhas configurações e aplicações, mensagens, históricos, tudo ali, do jeito que deixei no antigo.
Então agradeço aos que leram até aqui e agora estão refletindo no quanto o Android prega ser melhor mas parando pra pensar…
Um extra:
Apple Fan Boys tendem a parecer babacas compradores de tudo que sai da Apple, mas é estranhamente curioso investir num aparelho que além de ser uma experiência duvidosa acobertada pelo gasto financeiro, pregar ter um Sistema Operacional superior por ser mais complicado, aqui vai um Spoiler: Minha avó, uma iniciante technogadget usa um, se ela pode usar, não é tão complicado assim. O mesmo fica para os que viram e riram do iPhone quando recusou o flash, me lembro de muitos falando o quanto era ridículo, pois bem, espero que estejam com uma mega vantagem executando flash mobile descontinuado em seus gadgets.
Tive 4 Aparelhos Android, não sou apenas um Apple Life, este post busca provocar sim a argumentação de vocês, mas principalmente a percepção de que antes de tudo são apenas celulares, empresas, dinheiro, lucros e nós, discutindo agressivamente como fanáticos sobre algo que não mudará nossas vidas…